Coes 2016

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Amelogênese Imperfeita Associada a Nefrocalcinose: relato de caso clínico

Rafael Mendes Del QUEIROZ

Graduando em Odontologia na Universidade Federal do Espírito Santo - Universidade Federal do Espírito Santo

Coautores:

Felipe Nakasone Peel Furtado de OLIVEIRA

Graduando em Odontologia na Universidade Federal do Espírito Santo - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

Tânia Regina Grão VELLOSO

Doutora em Odontologia (Patologia Bucal) pela Universidade de São Paulo (USP) - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

Daniele Resende Camisasca BARROSO

Doutora em Patologia Oral pela Universidade Federal Fluminense (UFF) - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória -

Sergio Lins DE-AZEVEDO-VAZ

Doutor em Radiologia Odontológica pela Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/UNICAMP) - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

Introdução: A amelogênese imperfeita abrange um amplo grupo de anomalias genéticas que afetam a formação do esmalte pela diferenciação imprópria dos ameloblastos. A nefrocalcinose é uma condição rara causada pela deposição de sais de cálcio no parênquima renal que pode, em longo prazo e na ausência de tratamento adequado, levar à insuficiência renal crônica e outros distúrbios renais. Uma coligação entre a nefrocalcinose e a amelogênese imperfeita pode ser decorrente de um distúrbio da disponibilidade de cálcio durante a amelogênese ou a um defeito genético. Objetivos: Apresentar aspectos da amelogênese imperfeita associada à nefrocalcinose. Metodologia: Trata-se do relato do caso clínico de um paciente atendido na disciplina de Estomatologia do curso de Odontologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Resultados: Paciente JLSS, gênero masculino, 13 anos. Clinicamente, apresentou ausências dentárias, hiperplasia gengival, dentes com coloração amarelada, hipertelorismo ocular, sobrancelhas densas e espessas. Frequentes infeções das vias aéreas superiores foram relatadas na anamnese. Ao exame radiográfico observou-se múltiplos dentes inclusos com aumento do espaço pericoronário sugerindo folículos hiperplásicos ou cistos dentígeros. Na biópsia do tecido gengival foi detectada a ocorrência de mineralização atípica. O teste de Dorfman foi negativo, descartando a hipótese diagnóstica de Mucopolissacaridose. Juntamente com os outros dados citados, o diagnóstico final foi de amelogênese imperfeita associada à nefrocalcinose. Conclusão: Em casos de pacientes pediátricos com alterações compatíveis ao quadro de amelogênese imperfeita, é fundamental que se investigue uma possível associação da nefrocalcinose, bem como outros quadros sindrômicos que possam estar relacionados. O diagnóstico é importante mesmo nas formas mais leves da doença pelo fato de envolver diversos órgãos. Deve ser realizado o acompanhamento multidisciplinar a fim de prevenir complicações da nefrocalcinose, oferecendo ao paciente uma melhor qualidade de vida. Número e data de aprovação do CEP: Parecer CEP/CCS/UFES 543.785 de 27/02/2014

Amelogênese Imperfeita Nefrocalcinose Diagnóstico Bucal

Análise bidimensional das tensões em uma prótese parcial fixa no plano vertical

Carolina Santos Santana FERREIRA

Mestre em Clínica Odontológica (UFES) - Universidade Federal do Espírito Santo

Coautores:

Claudia Machado de Almeida MATTOS

Doutora em Engenharia Mecânica (UFMG) - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

Estevam Barbosa de LAS CASAS

Doutor em Engenharia Civil (Purdue University, EUA) - Universidade Federal de Minas Gerais - Belo Horizonte - MG

Jackeline Coutinho GUIMARÃES

Doutora em Odontologia (UFSC) - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

Em uma prótese parcial fixa, as forças que normalmente eram absorvidas pelo dente ausente, serão transmitidas ao dentes-suporte (pilares) através do pôntico, conectores e retentores. Objetivos: Avaliar as tensões que ocorrem nos dentes pilares, bem como na estrutura de próteses fixas extensas sem pilares intermediários. Métodos: Conhecendo-se alguns prováveis deslocamentos, as propriedades das estruturas dentais e periodontais e dos materiais utilizados, bem como a magnitude e direção das forças mastigatórias, o método de elementos finitos, através do programa INSANE (www.dees.ufmg.br/insane), foi aplicado para avaliar as solicitações internas na prótese e nos dentes pilares, quando submetidas ao carregamento mastigatório. Resultados: Os deslocamentos verticais foram maiores na região central da prótese e assimétricos em relação aos pilares, havendo um deslocamento maior na região do canino. Da mesma forma, a rotação foi assimétrica em magnitude, sendo maior na extremidade do molar, e de sentido inverso. As reações nos apoios foram simétricas, sendo que Ry (0,28 kN) correspondeu ao dobro da força aplicada F em ambos os nós 1 e 5. Os resultados mostram que se todas as outras condições forem ideais (condição oclusal do paciente, proporção coroa-raiz, configuração da raiz e área da superfície periodontal dos dentes pilares), próteses fixas superiores de canino a segundo molar podem ser confeccionadas.

Prótese Parcial Fixa Análise de Elementos Finitos Análise do Estresse Dentário

ANÁLISE DA ADAPTAÇÃO MARGINAL DE INFRA ESTRUTURAS EM ZIRCÔNIO PELO SISTEMA CAD/CAM E INJETADO COM DISSILICATO DE LÍTIO: UM ESTUDO IN VITRO

Clara Barboza BRAHIM

Cirurgiã-dentista - São Leopoldo Mandic Campinas/SP

Coautores:

Jimmy de Oliveira ARAUJO

Mestre em Prótese Dentária - Universidade Vila Velha - Vila Velha - ES

Marcel PAES

Mestre em Prótese Dentária - Associação Brasileira de Odontologia - São Paulo - SP

Caio Chaves GUIMARÃES

Mestre em Disfunção Temporomandibular - Associação Brasileira de Odontologia - Dourados - MS

Arlinda Lúcia Zocatelli CALENZANI

Mestre em Prótese Dentária - ESFA - Vitória - ES

A adaptação marginal é de suma importância para o sucesso clínico de uma prótese parcial fixa, afinal uma prótese com desadaptação marginal pode levar a uma dissolução do agente cimentante, facilitação da retenção de placa, levando ao inicio de uma doença periodontal, cáries secundárias e por consequência uma falha clínica. Objetivos: Avaliar e comparar a fenda marginal e verificar a diferença entre os sistemas; qual sistema obteve valores mais regulares das infraestruturas entre si; verificar se as medias das desadaptações entre os sistemas estão dentro dos padrões clinicamente aceitáveis. Materiais e método: foram confeccionados 20 infraestruturas, divididas em 2 grupos (n=10). Todas as infraestruturas foram confeccionadas sobre um mesmo análogo do pilar sólido da marca Globtek. As desadaptações marginais foram mensuradas no mesmo pilar sólido sobre implante em 12 pontos distintos, sendo 3 pontos para cada lado (mesial, distal, vestibular e lingual) com microscópio óptico com aumento de 50X. Os valores encontrados passaram pela análise de variança (ANOVA), Teste t-student e Teste de Kolmogorov Smirnov. Resultados: Houve diferença estatisticamente significativa (p:0,041), sendo o sistema CAD/CAM zircônio obteve uma menor média de desadaptação (106,0 µm) em comparação com o sistema injetado dissilicato de lítio (120,7 µm). Ambos os sistemas obtiveram médias clinicamente aceitáveis. Dentro das limitações deste estudo, baseados nos resultados obtidos, concluímos que o sistema zircônio obteve menor valor médio de desadaptação marginal em relação ao sistema dissilicato de lítio, sendo esta diferença estatisticamente significante; as infraestruturas do sistema zircônio obtiveram valores mais regulares entre si de desadaptação marginal em relação as infraestruturas do sistema de dissilicato de lítio; as médias das desadaptações entre os sistemas estão dentro dos valores clinicamente aceitáveis. Aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa do Centro de Pesquisa Odontológico São Leopoldo Mandic Campinas/SP em 30/08/2010, sob o protocolo n° 2010/0270.

Adaptação marginal dentária Coroa do dente Porcelana dentária

Análise da relação do fator de risco familiar e risco individual à cárie.

Daniela Silva do Nascimento

Estudante de Graduação - Universidade Nove de Julho

Coautores:

Lucas Antonio Barbosa

Estudante de Graduação - Universidade Nove de Julho - São Paulo - SP

Patricia Elaine Gonçalves

Doutora - Universidade Nove de Julho - São Paulo - SP

Marcia Cristina Lopes

Doutora - Universidade Nove de Julho - São Paulo - SP

Henri Menezes Kobayashi

Doutor - Universidade Nove de Julho - São Paulo - SP

O planejamento e implantação de estratégias que levem a obtenção de saúde, devem partir integração dos meios de avaliação de risco individual e risco familiar, a fim de realizar o fortalecimento dos indivíduos e comunidades na definição de prioridades, tomada de decisões, planejamento e implantação de estratégias que levem a obtenção de saúde. OBJETIVO: Analisar a relação do fator de risco familiar e individual à cárie das famílias assistidas na Clínica de Atenção Básica do curso de Odontologia. METODOLOGIA: Estudo de natureza exploratória, descritiva e longitudinal. Empregou-se a Ficha-A do Sistema de Informação de Atenção Básica da Estratégia Saúde da Família, simulando o atendimento familiar do Sistema Único de Saúde. A escala de risco familiar utilizada é preconizada pela Escola de Saúde Pública do Estado de MG, a escala de risco individual á cárie é estabelecida pela Secretaria do Estado de SP, Coordenação de Saúde Bucal. Os dados foram tabulados, analisados e suas frequências relativas e absolutas executadas. RESULTADOS: Identificamos o risco familiar de 175 famílias, sendo, 52,6% sem risco, 23,4% baixo-risco, 20% médio risco, 4% alto risco. Risco individual á cárie: grupo de 15 anos ou mais, dos 178 avaliados, 2,3% apresentavam risco A, 11,2% B, 19,7% C, 5,6% D, 51,1% E, 18% F. No grupo 0-14 anos, 41 pessoas foram examinadas e 31,7% apresentavam risco A, 9,8% B, 9,8% C, 46,3% E, 2,4% F. Relacionando Risco familiar e risco individual á cárie, percebe-se relação estatística significante quando se compara famílias sem risco familiar e presença de risco individual . CONCLUSÃO: Há relação entre risco familiar risco individual à carie, contudo, percebe-se que se as lesões de cárie fossem contabilizadas como fator de doença ao paciente, o risco familiar sofreria alteração e permitiria que casos médio e alto risco a cárie não fossem subnotificados em famílias baixo risco. O projeto foi aprovado pelo CEP da UNINOVE em 27 de agosto de 2014, CAAE- 31652114.2.0000.5511.

Cárie dentária Saúde Bucal Saúde da Família

Análise dos determinantes do risco individual à cárie dos integrantes das famílias assistidas pela Clínica de Atenção Básica Odontológica.

Daniela Silva do Nascimento

Estudante de Graduação - Universidade Nove de Julho

Coautores:

Lucas Antonio Barbosa

Estudante de Graduação - Universidade Nove de Julho - São Paulo - SP

Patricia Elaine Gonçalves

Doutora - Universidade Nove de Julho - São Paulo - SP

Lara Jansiski Motta

Doutora - Universidade Nove de Julho - São Paulo - SP

Marcia Cristina Lopes

Doutora - Marcia Cristina Lopes - São Paulo - SP

Para consolidação de uma assistência odontológica equânime e integral, há necessidade de planejar ações de acordo com a necessidade local, priorizando famílias que apresentem integrantes com risco individual á cárie e vulnerabilidade social. OBJETIVO: Analisar impacto dos fatores socioeconômicos e doenças crônicas na determinação do risco individual à carie dos integrantes das famílias assistidas na Clínica de Atenção Básica do curso de Odontologia. METODOLOGIA: Estudo de natureza exploratória, descritiva e longitudinal. Empregou-se a Ficha-A do Sistema de Informação de Atenção Básica empregada na Estratégia Saúde da Família. A mesma apresenta quantidade de pessoas por sexo, faixa etária, doenças referidas, alfabetização, ocupação, informações de saneamento, moradia. Escala de risco individual á cárie preconizada pela Secretaria do Estado de SP, Coordenação de Saúde Bucal, com escores A-baixo risco,B-C (médio risco),D-E-F (alto risco), transcrita após exame clínico na ficha individual dos pacientes. Os dados foram tabulados, analisados e suas frequências relativas e absolutas executadas. RESULTADOS: Cadastramos 628 pessoas, sendo 491 com 15 anos ou mais e 167 de 0-14 anos. Gênero: 54,8% mulheres, 45,2% homens. No grupo “15 anos ou mais” identificamos analfabetismo em 12,2%. Risco de cárie: 2,3% risco A, 11,2% B, 19,7% C, 5,6% D, 51,1% E, 18% F. No grupo 0-14 anos, das 41 pessoas examinadas 31,7%, apresentavam risco A, 9,8% B, 9,8% C, 46,3% E, 2,4% F, variação do risco foi semelhante entre os gêneros. 75% dos casos de analfabetismo apresentaram alto risco á carie. Ao relacionar presença de condição crônica e risco á cárie, percebeu-se que 37% médio risco e 63% alto risco. CONCLUSÃO: A grande porcentagem de pacientes com alto risco à cárie, não apresentou relação com os fatores socioeconômicos e a presença de doença crônica, uma vez que estes pacientes tem origem na demanda espontânea, o que já traz alguns problemas de saúde bucal instalados. O projeto foi aprovado pelo CEP da Uninove em 27/08/2014. CAAE: 31652114.2.0000.5511.

Saúde Bucal Família Saúde da Família

ANÁLISE MORFOMÉTRICA DA REABSORÇÃO ÓSSEA DURANTE O PROCESSO DE ERUPÇÃO DENTÁRIA EM RATOS

Isabela Roque MAGALHÃES

Acadêmica de Odontologia - Universidade Federal do Espírito Santo

Coautores:

Nayra de Souza Carvalho LIMA

Mestranda em Clínica Odontológica - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

Letícia Nogueira da Gama de SOUZA

Doutora em Ciências da Saúde - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

Marcos da Silva PACHECO

Doutor em Ciências Morfológicas - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

Karla Loureiro Almeida COBURN

Doutora em Ciências Morfológicas - Universidade Federal do Espírito Santo - Vitória - ES

A formação dos dentes resulta da interação entre o epitélio oral e o ectomesênquima subjacente. À medida que esses elementos desenvolvem-se, ossificação ocorre ao redor destes, de modo que os germes dentários encontram-se envoltos por uma cripta óssea. Erupção dentária é o processo que possibilita ao dente atravessar barreiras teciduais até emergir na cavidade oral. A reabsorção do tecido ósseo, seguida do rompimento do tecido conjuntivo da lâmina própria, constituem etapas essenciais do movimento eruptivo. Objetivo: Quantificar a taxa de reabsorção óssea na parte oclusal da cripta alveolar ao longo do processo eruptivo. Metódos: Foram utilizados 14 ratos, dos quais foram removidas as maxilas para análise do osso circunjacente ao primeiro molar superior direito. Uma análise histomorfométrica das maxilas foi conduzida em lâminas coradas por HE, para quantificar a área de tecido ósseo reabsorvido na parte oclusal da cripta óssea de molares de ratos com 02, 04, 06, 09, 11, 14 e 17 dias. Resultados: Nas idades de 02 a 06 dias foi possível observar um aumento da área de superfície óssea devido à concomitante formação óssea ao redor do germe dentário em desenvolvimento. A partir dos 06 dias observamos o início da reabsorção óssea que permitiu o deslocamento dentário na sua via eruptiva. Entre 11 e 14 dias, observou-se grande diminuição óssea, devido à atividade osteoclástica. Na idade de 17 dias observou-se total reabsorção do osso coronal. Conclusão: O processo eruptivo demonstra-se complexo, assim como dependente de vários fatores e os mecanismos que norteiam o processo de erupção dentária estão pouco esclarecidos. Nossos resultados demonstram que a emergência do elemento dentário na cavidade da boca, aos 17 dias, está diretamente relacionada à total reabsorção da parte oclusal da cripta óssea e contribuem para a maior compreensão acerca dos mecanismos envolvidos no processo de erupção dentária. CEP 006/2011 - 01/07/2011

Osteoclastos Erupção Dentária Reabsorção Óssea

Anatomia aplicada a propagações de abscessos odontogênicos

Laisa Kindely Ramos de OLIVEIRA

Graduanda em Odontologia - Faculdades Integradas Espirito Santeses

Coautores:

Stella Cristina Soares ARAÚJO

Graduanda em Odontologia - Faculdades Integradas Espirito Santeses - Vitória - ES

Claúdia Dazzi dos Reis TARDIM

Mestre - Faculdade de Odontologia e Centro de Pesquisas Odontológicas São Leopoldo Mandic - Campinas - Vila Velha - ES

Roberta Pinto PEREITA

Graduanda em Odontologia - Faculdades Integradas Espirito Santeses - Serra - ES

Introdução Infecções odontogênicas constituem um dos problemas desafiadores do tratamento odontológico. Sendo importante, portanto, o conhecimento da anatomia topográfica da região para explica de que forma os processos odontogênicos podem se propagar através das diversas estruturas anatômicas. Objetivo Descreve os acidentes anatômicos e as vias mais comuns de propagação das infecções odontogênicas, por meio do conhecimento das inserções musculares, da espessura das tábuas ósseas e da localização do ápice dentário. Método Revisão bibliográfica, análise da anatomia regional que favoreceu ou dificultou a propagação do processo infeccioso. Resultados O processo infeccioso alcança regiões periapicais e se espalha a procura de regiões de menor resistência. Como nos caninos superiores as infecções podem atingir o espaço canino porque o ápice radicular localiza acima da inserção do músculo levantador do ângulo da boca. Nos molares superiores a inserção do músculo bucinador abaixo do ápice pode atingir o espaço bucal. Nos molares inferiores o músculo milo-hióide determina a localização e drenagem dos abcessos inferiores, podendo estes serem intra-orais, na região sublingual ou extra-orais e na região submandibular, dependendo da relação do ápice dentário e do nível de origem do músculo milo-hióide. Conclusão O conhecimento da topografia da região oral é fundamental para explica a propagação dos abscessos para os espaços caninos, bucais, submandibulares e sublinguais. O nível de fixação dos músculos e espessura da tábua óssea relacionados com os ápices dentários explicam a direção da propagação das infecções odontogênicas.

Anatomia Infecções Topografia

Aparelho mantenedor de espaço estético-funcional para casos de perda precoce de dentes decíduos anteriores: fixo ou removível

Maria Carolina Faroni MARIM

Especialista em Odontopediatria pela Faculdade São Leopoldo Mandic - Vila Velha - São Leopoldo Mandic - Vila Velha

Coautores:

Lilian Citty Sarmento

Professora Doutora Coordenadora do curso de Odontopediatria da Faculdade São Leopoldo Mandic - Vila Velha - São Leopoldo Mandic - Vila Velha - Vila Velha - ES

Josiane Ferreira CORTELETI

Professora do curso de Odontopediatria da Faculdade São Leopoldo Mandic - Vila Velha - São Leopoldo Mandic - Vila Velha - Vila Velha - ES

Eliza Araujo Bowen DEMONER

Especialista em Odontopediatria pela Faculdade São Leopoldo Mandic - Vila Velha - São Leopoldo Mandic - Vila Velha - Afonso Cláudio - ES

Franciny Castiglioni VIANA

Especialista em Odontopediatria pela Faculdade São Leopoldo Mandic - Vila Velha - São Leopoldo Mandic - Vila Velha - Vitória - ES

INTRODUÇÃO: A perda precoce de dentes decíduos é uma condição comum em odontopediatria. O aparelho mantenedor de espaço estético-funcional é uma opção de tratamento para esta perda, que visam reestabelecer as funções normais, como mastigação, deglutição e fonação, evitar a instalação de hábitos nocivos e consequentes maloclusões, devolver a estética e manter o espaço necessário para a correta erupção dos dentes sucessores permanentes. PROPOSIÇÃO: O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão de literatura acerca do tema em questão a fim de apresentar os tipos de aparelho que possam ser utilizados para o caso de perda precoce dos elementos decíduos anteriores, levando em consideração vários fatores, como principalmente, o estágio de desenvolvimento do sucessor permanente, o número de dentes perdidos e a idade da criança. MÉTODOS: A busca nas bases de dados MedLine, Pubmed, Google Acadêmico, Lilacs e Scielo foi realizada utilizando os termos relevantes para o assunto. RESULTADOS: Os aparelhos mantenedores de espaço podem ser fixos, que são confeccionados com dentes de estoque ou natural, em aço inoxidável e fixado por banda em molares, ou removíveis, confeccionados em resina acrílica, com dentes de estoque ou natural sendo apoiado por fios de orto nos dentes existentes. Alguns autores relataram a necessidade de colaboração dos pacientes no caso de mantenedores removíveis, além da dificuldade de adaptação da criança, desconforto e o risco de perda, dessa forma opta-se pelo mantenedor fixo, que se bem concebido é menos prejudicial aos tecidos bucais do que os removíveis. Todavia, para garantir o sucesso da reabilitação protética o acompanhamento é condição indispensável. CONCLUSÃO: Baseado na literatura, conclui-se que o aparelho mantenedor de espaço estético funcional fixo é uma opção viável e satisfatória para reabilitação oral de criança em idade precoce, garantindo a satisfação tanto do paciente quanto da sua mãe.

Mantenedor de espaço Estética Dentária Criança

Associação entre o Bruxismo e a Disfunção Temporomandibular

Emanuelly Ribeiro NUNES

Graduando - ESFA

Coautores:

Scárlatte Timm BINDA

Graduando - ESFA - Itarana - ES

Solaine VIEIRA

Graduando - ESFA - Afonso Cláudio - ES

Arlinda Lúcia CALENZANI

Mestre em prótese - ESFA - Vitória - ES

Introdução: O bruxismo é uma desordem funcional dentária complexa e destrutiva, é representado por duas entidades que possuem diferentes patogêneses, o Bruxismo diurno ou de vigília (BD), e o Bruxismo do Sono (BS). DTM: Termo que envolve vários problemas clínicos referentes a musculatura da mastigação, a articulação temporomandibular (ATM), estruturas associadas ou ambas. Objetivo: apresentar uma revisão da literatura sobre a associação entre Disfunção Temporomandibular (DTM) e Bruxismo do Sono. Métodos: Foi realizada uma busca na base de dados PubMed e Cochrane de 2000 a 2014, cruzando-se os descritores: Dor Orofacial, Bruxismo e Disfunção Temporomandibular. Como critérios de inclusão foram analisados apenas estudos que relacionassem bruxismo, dor orofacial e DTM, limitados ao idioma português e inglês. Resultados: Bruxismo do sono e DTM foram objetos de inúmeros estudos nos últimos anos. A prevalência de BS nos estudos encontrados na literatura apontam que 58 a 80% dos indivíduos com DTM apresentam BS. Foi constatado também que BS é mais frequente em pacientes com diagnóstico de dor miofacial e arthralgia. A combinação de terapias levou a uma redução na intensidade de sinais e sintomas entre os indivíduos com DTM severa e bruxismo do sono. Conclusão: O bruxismo é uma das causas ou fator de risco da dor orofacial e DTM. Porém, ainda não é possível estabelecer uma relação causa-efeito entre bruxismo e DTM, no entanto estudos tem mostrado uma associação entre queixas concomitantes de BS e dor da musculatura mastigatória.

Dor Orofacial Bruxismo Disfunção Temporomandibular

Atenção à Saúde Bucal das crianças de 0 a 5 Anos na Unidade da Estratégia Saúde da Família do Divino Espírito Santo, Ecoporanga / ES

Gabriela Petri De Bortolo

Cirurgiã Dentista Especialista em Estratégia de Saúde da Família - UERJ

Coautores:

Rosane Iório Tessari Rohr

Cirurgiã Dentista Tutora do Curso de Especialização em Estratégia de Saúde da Família UNASUS/UERJ - UERJ - Rio Novo do Sul - ES

No Brasil, uma criança aos 5 anos de idade possui, em média, o índice ceo-d igual a 2,43 dentes com experiência de cárie, com predomínio em regiões de pobreza, estando a condição de saúde bucal diretamente relacionada com a melhoria dos fatores determinantes (sociais, econômicos, culturais, étnicos/raciais, psicológicos e comportamentais) e com a reorientação dos serviços de saúde, trabalhando-se a integralidade do cuidado. O objetivo do trabalho é promover a saúde bucal e geral das crianças de 0 a 5 anos do território da USF Divino Espírito Santo em Ecoporanga / ES, conscientizando através de palestras educativas pais/ cuidadores sobre a importância da saúde bucal e geral dos pequenos. Foi realizada uma revisão de literatura em bancos de dados da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e dados oficiais do Ministério de Saúde. Observou-se pais e cuidadores trabalhando como promotores de práticas favoráveis à saúde bucal e geral; consultas odontológicas programadas de forma periódica, evitando danos maiores à saúde das crianças e maiores gastos financeiros para o município; relacionamento de confiança estabelecidos entre equipe de saúde bucal, crianças e cuidadores e a redução da incidência e prevalência de cárie. Concluiu-se que o desafio está em enfrentar a carência de informações e permitir a construção e/ou mudança de conceitos, para que a cárie seja entendida pelos cuidadores como uma doença infecciosa e transmissível, que deve ser evitada e tratada, e que o enfoque dirigido às causas comuns de doenças (dieta, higiene e educação) precisa ser enfatizado e complementado por serviços de saúde voltados, não somente para o alívio de dor, mas também para a reorientação do cuidado, numa visão de promoção de saúde que melhore a qualidade de vida das crianças e familiares.

Saúde bucal Crianças. Educação em Saúde

Associação Brasileira de Odontologia - Seção Espírito Santo

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